Novela da Minha Vida Profissional

REPÓRTER ESSO

Era um verdadeiro patrimônio do rádio brasileiro. Líder de audiência incontestável, o “Repórter Esso” foi iniciado no Rio de Janeiro em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial. Estreou na TV em 1952, na extinta TV-Tupi. Era produzido pelas Emissoras contratadas, mas sob o controle da agencia de publicidade McCann Erickson, que mantinha uma vigilância em torno da produção e apresentação dos noticiosos. Edson de Almeida se notabilizou como um dos melhores apresentadores do programa.
Guardo comigo até hoje o Manual de Produção,  editado para ser obedecido pelos redatores,  produtores e apresentadores. A UPI – United Press International – fornecia textos,  fotos e vídeos das mais importantes noticias mundiais. Acho que até  hoje nenhum outro noticiário no Rádio e na TV superou a audiência e a credibilidade do “Repórter Esso”.

(Miguel Santos)

CENTENÁRIOS

O mês de abril de 2019 está chegando com dois importantes aniversários: os 100 anos do Jornal do Commercio (02/04) e da Rádio Clube (19/04). Pernambuco se orgulha do centenário desses dois importantes veículos de comunicação. 

Trabalhei no JC  em 1965, exercendo funções de auxiliar do Departamento Comercial e como redator das colunas de Rádio e TV, por indicação do Sr.Luiz Felipe Vieira, então gerente geral da Rádio e TV-Jornal.  Fui, também, na mesma época, produtor de um programa na Rádio (“Disco-Brinde”), comandado por Nilson Lins.

Na Radio Clube, trabalhei em 1998,  como produtor do “Programa Samir Abou Hana”.  Jornal do Commercio e Rádio Clube são dois marcos da comunicação, orgulho dos pernambucanos como eu.

(Miguel Santos)

O RÁDIO DE HOJE

Muito tempo atrás, quando o mundo não tinha televisão nem internet, O rádio imperava soberano. Era fonte de noticias, musica e entretenimento. Não havia quem não tivesse um aparelho de rádio em casa. Hoje, com o surgimento de redes sociais, internet e televisão,entre outros meios de comunicação,  o rádio pena para sobreviver.

Todo ano vem perdendo audiência e faturamento.  Em conseqüência,  o nível de qualidade cai também. Principalmente as que se dedicam à música. Falta também criatividade, porque não existe quem cuide da produção.  Os atuais comunicadores falam o que querem sem saberem o que o ouvinte quer escutar. E a sintonia fica cada vez mais lenta, mais devagar quase parando. 


(Miguel Santos)

SHOPPINGS


Muito louvável a iniciativa de alguns shoppings em promover prévias carnavalescas com os artistas que fazem o Carnaval pernambucano. São novos espaços que favorecem a divulgação dos ritmos que animam a nossa maior festa popular. O nosso frevo precisa muito desse incentivo para que não seja esquecido pelas novas gerações. Parabéns aos shoppings por essa ajuda muito oportuna e necessária à nossa cultura popular.



(Miguel Santos)

CANTOR CAMELÔ

Com o fechamento da grande maioria das lojas de discos, a venda do produto se tornou mais difícil. Resultado: alguns cantores resolveram vender seu trabalho diretamente ao publico, sem intermediários. É o caso de Augusto Cezar, ganhador de um Disco de Ouro com a musica “Escalada” e que algum dia  pode ser encontrado em alguma rua  do centro da cidade autografando seus discos aos admiradores. Conheci Augusto Cezar quando dirigia o Programa Jota Ferreira,  no auditório da TV-Jornal,  depois que ele “estagiou” como calouro do Programa Paulo Marques. Com 23 discos gravados, continua o mesmo moço humilde e de muito talento, que conheci na década de 80. Prá frente sempre, grande Augusto Cezar.

(Miguel Santos)

IPTU


É sempre assim. Começo de ano e as Prefeituras ocupam os espaços publicitários dos meios de comunicação para apelarem para que o povo pague o IPTU. Gastam dinheiro com essa propaganda intensiva. Quando o período passa, os prefeitos  esquecem  de divulgar o que estão fazendo com o dinheiro arrecadado. Deveriam vir a publico e informar, também,  como estão aplicando o nosso dinheiro.  Quer dizer: prá gente pagar os gestores públicos das nossas cidades gastam rios de dinheiro com publicidade. Para informar o que fizeram com o nosso dinheiro silencio sepulcral. Lamentável.

(Miguel Santos)

‘LAMBE-LAMBE”

Era como se chamava o fotógrafo que todos os sábados fotografava as atrações do “Programa Jota Ferreira”, no auditório da TV-Jornal, para vender copias das fotos aos interessados no sábado seguinte.
Como produtor do programa, fui convidado para escolher um numero de um circo famoso que fazia temporada no Recife. Achei interessante o elefante e seu domador. O paquiderme chegou na TV o tempo suficiente para que Jota ensaiasse um  passeio pelo palco montado no animal.  Quando isso aconteceu o auditório veio abaixo. Gritos histéricos da ‘fanzocada’ vendo Jota dominando o elefante e sua tromba. Terminado o programa, Jota procurou logo “Lambe-Lambe” para encomendar todas as fotos daquele momento extraordinário. Foi quando o fotógrafo revelou: -  “Seu Jota, eu esqueci de botar filme na máquina.”  A câmera dele ainda não era digital e a TV não gravava o programa. Resultado:  aquele momento ficou sem registro para a posteridade.

(Miguel Santos)